QUEM SOMOS E O QUE QUEREMOS

Nós somos do tempo em que o homem ia à lua.

Do tempo em que o jornalismo se fazia sem a arquitetura de hardwares e a sofisticação de softwares, mas com o conteúdo puro do simples jornalismo: a informação catada como concha na praia ou tirada como minhoca do asfalto.

Carregamos calandras e linotipos e testemunhamos todas as transformações do preto-e-branco à cor, do analógico ao digital, do digital ao holográfico, dos zeros e uns aos bits e bytes.

Vimos e vivemos as transformações tecnológicas, geopolíticas, econômicas, sociais, culturais que fizeram o homem melhor e pior.

Chamamos a isso paradoxo da modernidade. Quanto mais se globaliza, quanto mais se universaliza, mais o homem se volta para si mesmo, para a sua comunidade, para os seus, como se buscasse ali o refúgio para, muitas vezes, reconhecer que esse refúgio não existe mais.

Noutro dia – nota triste - morreu um jornal. Amanhã talvez se enterre outro dinossauro da velha mídia. Mas o jornalismo, em meio a todas essas crises, abalos e transformações, não pode morrer, porque o sonho, que é a essência do homem, não pode morrer.  

Agora nos juntamos a outro grupo, cronistas e jornalistas jovens desse mundo novo da nova tecnologia, que têm a cabeça na nuvem e dois pés na realidade, em busca do mesmo e velho sonho. 

Queremos explorar todas as linguagens em todas as plataformas para a melhor informação, o melhor jornalismo para o maior número de pessoas, democratizando a experiência de cada fato, buscando o testemunho, a análise e a discussão mais abrangente para a melhor compreensão do cotidiano e do sentido da vida.

Para isso, experimentaremos, minuto a minuto, todas as ferramentas e todas as linguagens para todos os públicos, levando a cada um, quando, como e onde estiverem, o relato puro e o jornalismo simples, sem malabarismos midiáticos, mas sempre cheio de sonhos.

Afinal, somos do tempo em que o homem ia à lua. E ciclovias não caíam.

Os Jornalistas do Diário da Província.