Muitas bocas para pouca farinha.

07/05/2016

 

Num ambiente de pouco dinheiro para investimentos públicos e de baixa popularidade dos políticos, seria de se esperar que menos candidatos se apresentassem ao sacrificado posto de Prefeito.

No caso do Rio, não. O atual Prefeito – ele próprio – já se declarou alvo dos demais Prefeitos brasileiros que lhe invejam o fato de “administrar”, vá lá, a mais bela cidade do mundo.

Ao Rio não faltam beleza e... problemas. Que se avolumam, não se resolvem, se adiam, não são enfrentados.

Nessa hora de vacas magras e má figura dos administradores, não faltam, no entanto, candidatos. Candidatos para ganhar, isto é, com perfil de vencedores e candidatos para concorrer, buscando uma composição no segundo turno, uma compensação no futuro governo, em troca da transferência dos votos que amealhou.

Para ficarmos apenas na Cidade Maravilhosa, são candidatos ao doce sacrifício de administrar uma cidade com muitos problemas e poucos recursos:

Pedro Paulo, candidato do atual Prefeito que o tem na conta de que conhece o Rio como ninguém. Dele se espera dar a cara para bater, pelo menos desta vez, ele que é acusado de, vez por outra, bater na cara-metade. “Pepê dá sua cara para bater”, poderá ser seu slogan de campanha.

Carlos Roberto Osório, o Cró – ficaria melhor Caó – que pretende dar fim a todo esse “caô” instalado no Rio, tendo sido ele, enquanto Secretário de Transportes e de Obras, responsável por boa parte dos problemas que agora quer enfrentar. “O Cró vai pôr fim no caô” poderá vir a ser seu lema de campanha.

Marcelo Crivella (PRB) e Clarissa Garotinha (PR), orações e boas intenções, correm pelo meio, já que o atacante Romário (PSB) não quer a posição, pelo menos por ora. Espera momento melhor para ser convocado e rezar, se for o caso. Afinal, lidera as pesquisas.

A esquerda vai se dividir. A candidatura do Marcelo Freixo (PSOL) deverá ser amarrada para nada ficar frouxo na Frente da Esquerda, mas Jandira Feghali (PCdoB), Lindbergh Farias (PT) e Alexandre Molon (Rede) podem acabar tirando votos um do outro. Afinal, Marina está logo ali.

Índio da Costa deve insistir na carioquidade; afinal é índio da costa, coisa que todo carioca sabe mais ou menos o que deva significar.

Com tanta boca para tão pouca farinha, outros grandes eleitores do Rio – fiquem de olho – serão o desempregado Eduardo Cunha – “afinal de contas, o povo merece respeeeeeito” – o grande líder Moreira Franco, que troca o pelo de gato angorá pelo protagonismo temeroso do temerário governo Temer, Garotinho, com sua filha, César Maia, com seu filho Rodrigo, o capo Jorge Picciani com seus dois filhos, um candidato a Presidente da Câmara, outro candidato a Presidente da Assembleia, Sérgio Cabral e Pezão, se ainda estiver calçando 48.

E assim vamos.

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