Nós do Rio.


O Rio acumula os problemas comuns a todas as cidades do seu porte.

Densidade urbana desproporcional.

Mobilidade urbana reduzida. Há investimento elevado em expansão do metrô, construção de BRTs, implantação do VLT, túneis e duplicações, que dão a impressão de fazer face aos desafios olímpicos, mas aparentemente não levam o carioca da moradia ao trabalho.

Não há investimento em moradias populares onde se concentram os empregos.

Não há investimento em desenvolvimento de polos geradores de trabalho e renda nas periferias.

A violência e a insegurança são crescentes. A cidade está dividida, loteada entre o tráfico do criminoso e a milícia do crime.

É baixa a taxa de atendimento primário à saúde.

É baixa a taxa de saneamento básico e é alta taxa de poluição. Valões de esgoto correm onde havia rios, indo desaguar contaminação das lagoas fétidas e da Baía da Guanabara.

Sempre se perguntará porque a Cidade Olímpica não foi construída no Fundão (como, aliás, era a proposta original), carreando os investimentos para o resgate e a integração das populações dos Complexos da Maré, do Alemão, do Caju e da Baixada Fluminense com o Centro da Cidade. Ao invés disso, preferiu-se concentrar investimentos na região dos interesses imobiliários.

O morador do Rio paga impostos maiores que os cobrados nas cidades do seu tamanho.

Paga IPTU, taxa de luz, taxa de Incêndio.

Paga Rio limpo e Rio sujo.

Paga IPVA até para cair no buraco e multas de radares invisíveis.

E, no entanto, tem que pagar “por fora” para ter segurança, tem que pagar clínica para ter atendimento médico, tem que pagar escola para ter educação.

O Rio tem vantagens competitivas que poucas cidades têm.

Vocação para grandes eventos e para grandes negócios.

Tesouros turísticos incalculáveis: praias, matas, ilhas, montanhas. O Cristo Redentor, o Pão de Açúcar. E o turista perdido, sem guia de sobrevivência: não há informação, não há sinalização. Explora-se o turista e não o turismo.

Está no centro do eixo São Paulo-Minas, no raio de 500 quilômetros se concentram quase 60% da geração de riqueza nacional, a que chamam PIB.

O Rio tem vantagens competitivas, pontos fortes e pontos fracos. Tem todas as mazelas dos grandes centros urbanos. Mas dá a impressão desesperançada de que, tendo todos os problemas, não ter deles as soluções.

No final, fica claro que os nós do Rio serão desatados pelos moradores do Rio. Pelos eleitores do Rio que deverão fazer as escolhas dos melhores programas de governo e dos melhores executores.

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