Atletas assaltados em Santa Tereza

22/05/2016

Os últimos dez dias foram de revitalização do crime no Rio de Janeiro.

De balas perdidas (que mataram pelo menos 3 crianças) a execuções (que eliminaram 4 policiais), a semana começou com tiroteio no Morro do Juramento e terminou com a Rocinha em guerra. A autoestrada Lagoa-Barra foi fechada e caravanas de camburões do BOPE circularam ostensivamente pelas fraldas dos morros.

Não podemos deixar de registrar, como parte do espetáculo de horrores, o assalto a mão armada praticado à luz do dia no Leblon, assistido em horário nobre nas telinhas planetárias.

Como se não fosse o bastante, neste sábado (21), velejadores espanhóis da equipe olímpica foram assaltados em Santa Tereza.

Crimes acontecem em qualquer lugar do mundo, mas crimes envolvendo armamento pesado e baixas (eufemismo para falar de mortes) já não faziam parte da cena Carioca há muitos anos. Desde aquela inesquecível cena de uma horda de criminosos subindo a ladeira da Vila da Penha, em motos e caminhonetes, com fuzis e metralhadoras às mãos, que não se tinha notícias de tiroteios com armamento pesado na cidade.

A mistura explosiva de turistas com moedas fortes, crise econômica, inflação descontrolada e a percepção geral de que o Estado do Rio está desgovernado, talvez até mesmo pela penúria por que passam os órgãos de segurança, pode ter consequências minimamente vexatórias, antes, durante e depois dos Jogos da Rio 2016.

Não podemos deixar o Rio de Janeiro retroceder aos anos 90.

Toda força ao Secretário Beltrame para que mantenha o crime fora do cotidiano.

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