Cultura ou Educação: eis a questão

25/05/2016

A grana tá curta e a farinha é pouca, mas ninguém quer largar o osso.

Primeiro temos que definir cada conceito, segundo dicionário informal:

Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social, etc.

Educação se define como o princípio comunicativo, utilizado pelas sociedades, para desenvolver no indivíduo a consciência de suas potencialidades, a partir da interpretação dos sinais gráficos até a construção dos conhecimentos que favoreçam o desenvolvimento de um raciocínio comportamental e disciplinar, na sua individualidade, diante do grupo social e no meio ambiente em que vive.

Certo é que nós queremos um Brasil melhor, hoje e no futuro, e para que seja possível colher é necessário plantar.

Não se pode correr uma maratona se seu corpo não estiver condicionado, e assim, a vida nos ensina que temos uma evolução a seguir: primeiro engatinhamos, depois andamos para somente depois corrermos e saltarmos. Da mesma forma funciona o conhecimento.

Não se pode esperar que o povo aprecie cultura, se não consegue interpretar pequenos textos.

Ainda nesta semana passada, logo após a retomada da sede do secretaria de educação no Rio, tivemos um desabafo de um aluno que transcrevo parte: ”A gente só falou; a gente não vai sair; sentamo no chão; a gente não tacou pedra, a gente não tacou pau, a gente não fez nada, a gente só ficamo parado. Aí, eles chegaram assim: mata-leão, spray de pimenta na cara. Isso é a Polícia que a gente quer?” Presumindo que o estudante tenha feito a distinção de agente e a gente.

Se alguém tem capacidade de definir a questão é Roger Moreira do Ultraje a Rigor, com seu QI 172, que com brilhantismo colocou:

“A gente não sabemos escolher presidente;

A gente não sabemos tomar conta da gente;

A gente não sabemos nem escovar os dente;

Tem gringo pensando que nóis é indigente

Inútil! A gente somos inútil Inútil! [...]

Como melhor definir a situação patética de nosso amado Brasil?

Ora, porque não aprendemos com os Tigres Asiáticos?

Há 60 anos eles não produziam sequer arroz para toda a população, e hoje exportam tecnologia. Não foi à toa. Lá foi implementado um programa sério de educação de base e quando atingiram esse patamar, expandiram para um ensino médio de alto padrão. Só então buscaram um ensino superior no mesmo molde. A diferença é que lá tinham visão de futuro e não priorizaram educação para a elite.

Aqui somente têm acesso às universidades federais os abonados que puderam arcar com ensino de qualidade para sua base e formação média.

Mantendo esse padrão, sempre teremos a cultura clamando por recursos para manter a criação de 50 anos atrás. Tivemos nesses movimentos pró ministério da cultura os artistas de hoje celebrando a criação dos anos 60. Lá tivemos como defensores da manutenção do ministério Caetano, Erasmo e Lenine.

O que estes artistas criaram para justificar as verbas públicas???

O que vi foram apresentações dos sucessos que não deixam morrer por nada mais criar.

Agora, se o MinC é para manter música baiana, funk e esses decrépitos formadores de opinião ultrapassada, seu fim foi bem chegado.

Você, pagador de impostos (e que não tem dinheiro suficiente para comprar seu visto americano), o que é mesmo que o Brasil precisa priorizar: Educação ou Cultura?

Ou pior, Tá Tranquilo, Tá favorável!

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