UPP's, Segurança e blá, blá, blá

Já há algum tempo que não se passa um mês sem que haja a noticia de que um policial militar foi assassinado por bandidos do chamado crime organizado no Rio de Janeiro. O último, até o momento em que escrevo estas mal traçadas linhas, foi o soldado Eduardo Ferreira Dias, morto em um dos acessos ao Morro da Mangueira, Zona Norte da cidade. Segundo consta, o PM chegava para trabalhar e foi atacado por dez criminosos, que o balearam sem piedade.

Em que cidade vivemos nós, pobres mortais, em que estado, em que país, onde até um servidor da Polícia Militar é atacado e morto brutalmente quando se dirige aos seu local de trabalho, no caso a UPP da comunidade da Mangueira? É o caso de se dizer que quem está necessitando de segurança são os próprios policiais. Ou não? O que dizer então da segurança que se destina a nós, pobres cidadãos brasileiros abandonados à própria sorte? Outro dia quem foi assaltada em um bairro nobre do Rio, o Leblon, foi a filha do governador em exercício, Francisco Dornelles. Não que essa situação esteja restrita ao estado do Rio de Janeiro. Muito pelo contrário. O que se vê hoje pelo Brasil inteiro é um clima de total insegurança, onde impera o medo e tudo fica na base do salve-se quem puder, porque o atual estado de coisas não pode continuar. Ou se põe um termo a essa bagunça, ou virá o caos total, onde cada vez mais o cidadão de bem continuará enclausurado, atrás de grades, e a bandidagem à solta, ditando normas e regras de como todos devem proceder. Chamem o ladrão! Quando foram criadas as UPPs parece que o Rio de Janeiro sairia do inferno para o paraíso. Era a grande solução. As favelas, ou comunidades, como queiram, seriam pacificadas, haveria harmonia e os criminosos, os traficantes não teriam mais ali guarida.

Falsa ilusão. Faltou o óbvio ululante, ou seja, as ações sociais. Está mais do que evidente que não é só com a ocupação dos morros do Rio de Janeiro com policiais militares que vai resolver a situação. Os PMs não levam moradia decente, saneamento básico, atendimento à saúde, odontológico, enfim, as coisas básicas que todo ser humano merece e tem direito.

Então, jogaram os PMs lá, em muitos casos muito mal acomodados e o resto ó, necas de pitibiriba. É um salve-se quem puder. Quando não é a troca de tiros entre policiais e traficantes é o tiroteio entre os próprios meliantes e a população indefesa entre as tais balas perdidas. Só que nunca são perdidas, sempre acertam alguém e, de preferência, crianças e adolescentes. Agora temos um novo governo no Planalto Central do país. Será que o Temer vai olhar para esse problema da segurança nos Estados da Federação ou nós vamos continuar a temer a bandidagem em todos os momentos de nossa vida cotidiana? O que a população brasileira espera de seus governantes é que parem de dizer que o problema é municipal, é estadual e prefeitos e governadores que resolvam. Não dá mais para esperar. Ou se toma uma atitude enérgica contra o tal crime organizado ou vamos virar, realmente, uma Chigago da década de 1930. Se é que já não viramos...

 

email: otacilio.barros@hotmail.com

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