O traço marcante do controle estatal

A EBC, Empresa Brasileira de Comunicação, aumentou em 180% o número de seus empregados diretos - mostra a reportagem do Globo sobre o inchaço do funcionalismo federal promovido por Dilma nos últimos anos.

Ajustando o foco à popular TV Lula, a meu ver, a matéria, notadamente tendenciosa, peca por não informar os reais motivos que levaram a BBC nacional, idealizada por Gushiken e Lula, a ampliar seus quadros fora da grade, por sinal (aberto) uma iniciativa de dirigentes petistas ainda fora das grades.

O traço marcante da EBC era o que caracterizava a audiência da emissora, próxima de zero. Portanto, a um passo do congelamento neoliberal, consultores e artistas companheiros recomendaram que fosse efetivamente exercido o controle não só sobre a programação, sonho do mencionado mártir da Comunicação Companheira, oriundo do sindicalismo bancário, mas sobre a arisca audiência.

Por meio da contratação desse novo exército de funcionários, o reforçado aparato estatal poderia alcançar o sonhado controle remoto, pois o interesse corporativo determinaria que esses milhares e milhares de colaboradores mantivessem suas tevês sintonizadas no canal empregador.

Fiéis à programação de novelas angolanas e aos defensores perpétuos de nossa cultura de amor ao poder do patrocínio, decerto elevariam a audiência ao patamar do primeiro ponto no Ibope, primeiro passo do sonho de inspiração britânica. Daí, para impedir o BRexit televisivo da nossa BBC para a entreguista Rede Globo, esses novos soldados da Comunicação dariam 8 horas de audiência remunerada. O custo da estafante jornada seria acrescido, como manda a legislação trabalhista adaptada ao servidor de empresa pública, dos encargos derivados dos adicionais noturnos.

Por influência direta da Secretaria dos Direitos Humanos, que tem voz ativa no Conselho Editorial, e no sentido de se combater a sonolência laboral, o Picture in Picture foi permitido a partir das 10 horas da noite.

A despeito da adoção dessa espécie de tornozeleira eletrônica para uso das mãos como reserva de audiência, o traço permanece. Essa vocação para o traço inercial é um fenômeno que tem tudo para ser pauta de um Globo Repórter. De minha parte, que já vi de tudo na vida, inclusive a TV Lula de passagem, enxergo que há traços de resistência nos bobos infiltrados no aparelhamento estatal, golpistas que sustentam a Rede Globo pelo lado imperialista da lusofonia. 

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