O sol da meia noite - a lição dos Vikings

Se nos tempos da Rainha Vitória o sol jamais se punha nos domínios do Império Britânico, coube a um pequeno país onde o sol não se põe durante o solstício de verão a vitória sobre a rainha.

Para espanto do planeta, a Islândia, cujo número de habitantes é pouco superior ao da Rocinha, conseguiu vingar trabalhadores do mercado europeu, refugiados da Síria e, last, but not least, o mercado financeiro da City, que vê a libra derreter ao início desse tempo quente que marca a separação do continente, Mancha no Canal direto de bens e serviços.

Após a chegada do seu Manuelsson da padaria de Reykjavik, que fechou temporariamente o seu estabelecimento para prestigiar os clientes em Nice, no tórrido Mediterrâneo, famosa por sua sugestiva Promenade des Anglais, a torcida viking ficou quase completa para assistir ao Passeio dos Ingleses também no estádio.

Com um pênalti convertido contra si logo aos 4 minutos de jogo, os homens de gelo não se intimidaram. Ao ritmo de palmas ritmadas de andamento acelerado, marcadas por um som gutural – UK – partiram para a épica virada.

No compasso das remadas de seus ancestrais, os finlandeses dentro e fora do campo lograram expulsar os ingleses da Eurocopa, promovendo o Brexit dentro das quatro linhas: comércio, indústria, serviços e cidadania.

Festa na Escócia e na Irlanda do Norte, pois a ilha de gelo estava de férias, instalada nos copos de cada islandês presente à comemoração na Côte d’Azur, azurra, mais azul do que nunca.

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