Saque a dor


De resto, ficam os restos para arresto, pouco mais que as manchas nos guardanapos dobrados em forma de Delta. Guardadas nas cabeças coroadas do estado falido, por força do preço assumido com o bloco das empreiteiras, já presas por tornozeleiras aos domicílios luxuosos, solares delituosos nas grades do Alto Leblon, as pistas surgirão. Só que não. Nada bom.

Não por enquanto. Não se a falência do estado em farelo falar mais alto ao pé de chinelo, calcanhar eletrônico, pegadas do Aquiles biônico, a apelar ao juízo do espanto.

Saque a dor do saqueador.

Só a dor de ver embargo no achaque ao dom do desembargador governa o ator que já saca o odor do ex-governador no ato que o faz de fato o pato do co-autor, com contorno zelador.

Que ironia, Leblon por Bangu, a casa vazia, tornozelo nu.

Herança do ocupa Cabral, qual sonho de carnaval, a acabar na quarta-feira, demandas do Cachoeira, quando tudo volta ao normal.