Foi com o coração partido que soube que a Miss Bumbum, aquele avião, fugaz primeira dama do turismo, deixou o ex-ministro a ver navios. À deriva, sofre pelos transatlânticos, por suas transas atlânticas, e não por navios da Transpetro.

No seio da rediviva mesóclise, perguntar-me-ia: haveria interesse naquele lascivo amor de Esplanada, no esquivo pudor de sua amada?

Vade retro, sacanagem!  

Foi embora sem deixar um bilhete, um adeus em letra fria, a não ser pra assessoria. Caberia um capacete na verba do ex- gabinete?

Sem Milena e suas longas melenas, sem sequer a quarentena, fica na mão o quarentão.

Contudo, de soslaio ou de esguelha, por onde eu enxergue a parelha, capto um perigo à socapa.

Sinto tons dissimulados, vejo ambos vigiados pela turba à sorrelfa, que blefa, à espera que saiam no tapa.

Não o tapa que os ouvidos emprenha, que exige Maria da Penha,

mas o desfecho hilário, a mancha do tapa no erário, que faz vingar o otário.

Do ocaso do coração valente, o caso mais comovente pertenceu ao ministro bumbum, boom da carreira de dois em um.

Sois Laio, pai de Édipo, mas a culpada é a mãe. Mãe do PAC.

Que língua! 

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