Da brasa à sardinha

Da sardinha eu já lhes falo; era dia de briga de galo.

Daria o galo de Barcelos, o da lenda, assado a cantar ao juiz sem venda, que o galego quis enforcar? Ou o seu rival francês, esnobe galo gaulês, de quem o outro é freguês, com contas a arrotar?

Facto é que em terras d’além mar um galo pôs-se a brigar logo cedo, decerto para impor medo a um galinho de Vizeu. Percebeu? Quintino inspirou o guerreiro. Mas outro, em neutro terreiro. Na capital a rinha, comeria com farinha os três pontos em disputa. Com os quais alcançaria o objetivo da luta, onde deu o urubu, sem rima na esgrima.  

Voltando à vaca fria dos galos, sem querem pisar nos calos dos concorrentes brigões, a sorte estava lançada no canto que chamava às armas os temidos esporões. Contra os canhões de Napoleão, o fado de marchar, mas bicar na prorrogação.

O Stade de France transformou-se em uma casa de fados, em uma casa portuguesa, com certeza. O tiro de Éder fez calar em Paris, ao apito do juiz, baionetas caladas na marselhesa.

A saída prematura do gajo CR7, ao contrário da derrota do escrete, fizera da Fortuna da entrada de Quaresma um alento, glória ao merecimento, a brasa à sardinha que ora apresento, carregada, de bom tino, no azeite do destino.

Fortuna e Quaresma compõem a família de Assassinato na Casa de Fados, obra lançada no início da Eurocopa.

Se Éder também é o assassino, só conferindo, pois não cabe spoiler, fruto da mais legítima anglofilia pós-napoleônica.

Allons, enfants, às armas virtuais!

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