Champions, champignons, champanhe

É curioso observar como a elite conservadora brasileira é deliciosamente democrática... nos Estados Unidos. Ali, a direita tupiniquim é toda Hillary; embora não vote na eleição americana, declara, com alguma frustrada inveja e entusiasmado desejo de votar, as razões de seu apoio à democrata dona Hilária e não ao hilário republicano Donald.

Anuncia o jornal brasileiro “O Globo” que o referendado candidato Trump foi recebido na abertura da convenção do Partido Republicano ao som do hino Queen “We are the champignons”. Um ato falho hilário para quem aposta na derrota do rico e poderoso comensal de caviar, champignons, trufas, cerejas e champagne.

O risco está posto para a humanidade. De um lado, uma mulher, que não sabe tomar conta do marido, ambiciona cuidar do destino de 320 milhões de norte-americanos. De outro, um bilionário que se cansou de cuidar da fortuna, ambiciona o poder de ter acesso à caixa de destruição nuclear do mundo.

A chance de dar certo, qualquer que seja o resultado, é pequena. Os problemas mundiais são crescentes, como são crescentes os problemas internos dos Estados Unidos. Faliram a geopolítica global da dominação pela força e a política local da borduna social e correção policial contra imigrantes, pobres e negros.

A situação é tão grave e paradoxal que caberá a Obama, o primeiro presidente negro, devolver a faixa presidencial com o país dividido, como sempre, entre brancos e negros, ricos e pobres. E a Michele passar para a história como a primeira dama que leu o discurso que será peça base para todos os outros a serem copiados daqui para frente.

We are the champions, we are the world.

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