Invasão e tutela

Em vez de trabalharem em prol da população, Executivo, Legislativo e Judiciário andam disputando, no tapa, quem atrapalha mais a vida do cidadão, que banca o sururu, apanha de todo lado e sofre com as sobras. Aliás, a única coisa que sobra da briga institucional é a conta bilionária dos profissionais do ringue, receita federal, estadual e municipal da extorsão nossa de cada dia.

Depois do desmando oportunista da ANAC, que resolveu paralisar os aeroportos do país com suas novas regras de pseudossegurança olímpica que, no final da competição, importarão em mais despesas permanentes para nós; da adoção do escárnio do farol baixo à luz do dia; da exorbitante multa de R$ 1.500,00 para quem trafegar na faixa olímpica, ontem o WhatsApp foi suspenso em todo território brasileiro com o intuito de infernizar ainda mais a vida dos brasileiros.

Tudo por causa de uma recusa a uma óbvia impossibilidade técnica, condensada em resposta padrão em inglês, enviada a uma autoridade de uma suposta republiqueta.

Em vez de pegar um dicionário para saber como se fala criptografia na língua de Shakespeare, mais fácil foi agir no sentido de confirmar as suspeitas do remetente.

Essa inadmissível invasão da vida alheia, proporcionada pelo mais cristalino abuso de poder, seria menos recorrente caso houvesse consequências para quem praticou o desmando nos bloqueios anteriores, mas o corporativismo fala mais alto. E cobra mais caro.

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