O bagaço da laranja

Não sei quais foram as razões que levaram o arquiteto da OAS a batizar as contas das reformas de Lula com o nome de Zeca Pagodinho e os sobrenomes Sítio e Praia.
Assim sendo, deixo a vida me levar às suposições cabíveis, rogando ao Grande Arquiteto que tais hipóteses não sejam jogadas ao léu, mas ao Leo que, do alto de seu poder supremo, autorizou o subordinado a mandar bala nas obras pias. Pias de aço inox na cozinha Kitchens do testa de ferro. Tudo porque a Barra no Guarujá andava pesada ao final do segundo mandato do Nove Dedos, razão pela qual Xerém inspiraria Atibaia.
Como a Dona Encrenca vinha por conta com o legítimo esposo por causa da outra, a Rose da Anac, anagrama de Cana, que se embriaga de trás pra frente, o Esponja pediu ao pobre arquiteto dessa construtora amiga que intermediasse a briga pelas plantas e acabamentos das obras nas propriedades alheias. 
Entretanto, por obra do alheio, depois de uma garrafa da caninha Escorrega na Rampa, popular no Planalto, a conversa foi gravada, isso graças à antena de telefonia móvel fixada no terreno vizinho.
Para a Galega não passar ao perigoso time das ex-mulheres, passaram a régua na dita "amansa corno" e chegaram aos projetos executivos. 
Hoje, depois de divulgadas as conversas comprometedoras, cabe ao galinha negar tudo via Instituto Lula. Até apelar às Nações Unidas contra Moro, agora que acabou a canja do foro privilegiado. Mas ao arquiteto da OAS, artífice dos sonhos domésticos que aplacariam a potencialmente catastrófica ira de uma primeira-dama traída, sobrará o bagaço da laranja.

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