Agosto, a gosto do Brasil e do mundo

Agosto promete, a exemplo de outros ocorridos desde 1954. O suicídio de Vargas, a renúncia de Jânio, a misteriosa morte de Juscelino na estrada, o acidente aéreo de Eduardo Campos e o olímpico caos terrestre permitem presságios a este ano da graça de 2016, embora a Graça tenha renunciado ao cargo atualmente ocupado pelo Parente no início do ano passado, a gosto do balanço que balançou a árvore de diretores.

Falando de Getúlio Vargas, também não foi de agora que a governanta cometeu suicídio político. Chegou ao volume morto ao se curvar às exigências do criador. A bruta sapiens sucumbiu a uma aposta no elétrico cavalo errado e, sobretudo, não resistiu às consequências das próprias mentiras de campanha.

Hoje, as criminosas fantasias são confirmadas por ninguém menos do que aquele que montou e divulgou a inflacionária farsa coletiva, solto na companhia da cara-metade, sócia fifty-fifty, sob fiança de R$31,5 milhões. Trata-se de uma bagatela diante do caixa 2 que alimentou o propinoduto petrolífero comandado pelo PT e que desaguará na venda da BR. O pior é que ainda aparecem entidades como a CUT, a FUP, a UNE, além de satélites e outras correias de transmissão do partido mãe, que ainda se dizem defensores da Petrobras, subsidiárias e do fundo de pensão da qual a estatal é mantenedora. Além de toda a população, pagarão mais pelo descalabro lulodilmopetista os empregados do sistema e os espoliados pensionistas. E o castigo, tudo indica, virá em agosto.

Conquanto a operação Lava-jato segue lavando almas, sujando reputações, secando contas e alimentando advogados, aqui e em Genebra, já seria de se esperar que agosto nos reservasse algo nobre. E dizem que virá na abertura dos Jogos, quando um pivete furtará Giselle Bünchen, nossa garota de Ipanema, praia às margens do Guaíba, mas que tudo acabará bem, em um congraçamento funkeiro entre comunidade e polícia. Tudo até o chão, presumo.

A despeito do péssimo gosto da ideia, para não atrapalhar os ensaios e nem o trânsito exclusivo nas vias de multas VIP com novos credenciados para a mudança repentina, sugiro apenas a troca da música durante o doce balanço a caminho do rio que banha Porto Alegre, também sentido Sul. Sem sair da bossa nova, poderíamos ficar com O Pato, não o da FIESP, é claro, que esse já tem dono, mas a ave pagadora. O problema seria convencer a gripe aviária do João Gilberto a se tornar a aguardada zika para coroar as expectativas dos gringos. Agosto promete.

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