Moedas Olímpicas

A moeda do real brasileiro, que vale quase nada, assume agora novo valor se trouxer para os trouxas colecionadores os símbolos olímpicos.

O mesmo real que vale 1 passa a valer 80 ou 150 se o símbolo for do futebol ou da passagem de bastão.

Se a efígie for da vela, que agora é ouro, aí então será peça rara de coleção.

O dinheiro tem o valor que se atribui a ele. Está aí a inflação que reduz à insignificância do tostão furado moedas antes respeitáveis: ninguém conseguia carregar marcos alemães ao final da primeira guerra mundial. Eram necessários carrinhos de mão para ir às compras.

Agora é a velha lição da escassez que volta à economia. Menos vale mais: moedas raras saíram de circulação e estão no mercado livre dos cambistas. É a mais lucrativa das atividades: pretender que a moeda de 1 real valha 10, 40 ou 80 e vender dinheiro por dinheiro.

Mais uma lição que fica para as doutas autoridades financeiras que sonham com o Nobel da extorsão do contribuinte: privatizar o real, transformando-o na atividade lucrativa de fazer dinheiro com dinheiro.

Um velho comerciante, cansado de oferecer descontos de liquidação para esvaziar as prateleiras sempre cheias, decidiu fazer o marketing contrário, o do aumento de preço.

Anunciou que, a partir de quinta-feira, os preços de todas as mercadorias estariam majorados em 50%. E, na quarta-feira, vendeu tudo.

Aprendeu que, ameaçando com o aumento dos preços, pode vender mais que oferecendo descontos.

 

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