Alta ansiedade, o piti do PT

Cinematográfico o piti do PT no julgamento de Dilma, até aqui estrelado por Gleisi Narizinho, que denunciou a moral do seleto clube ao qual pertence, fazendo Renan arrancar os cabelos recém-implantados.

Seu par romântico é Linblearghhh Cara Pintada, face restaurada a óleo do petrolão, cujo narizinho também foi lembrado em cena por adversário apenas Caiado, e não por motivos estéticos.

Na vida real, o nariz recauchutado era outro, bem como o companheiro de aventuras eleitorais, artista que tombou envolvido em um assalto a um trem pagador consignado, cujos passageiros da agonia eram servidores aposentados. 

Não é à toa que o partido está gravando tudo para um documentário, cujo título poderá ser “A que horas ela volta para Porto Alegre – o golpe”.

Curiosamente, um dos festivais do ramo chama-se “É tudo verdade”, o que poderá fazer com que a obra seja exibida em circuito off, na Cinemateca Brasileira, na similar da UFF, no Caminho Niemeyer ou em um evento “Fora Temer” perto de você.

 O fato é que o pretenso docudrama, neologismo que procura rotular a ficção com ares de realidade e vice-versa, ajuda a versão do vice, o quimérico golpista vilão. Isso porque boa parte dos espectadores tem gargalhado com a comédia que se passa no senado tornado hospício, que lembra Alta Ansiedade, de Mel Brooks, hilariante tributo a Alfred Hitchcock.

O clímax da manhã de ontem, quando Renan denunciou publicamente a ingratidão do casal 20 da política petista, tem tudo para ser suplantado no próximo dia 29, quando os principais protagonistas – criador e criatura – voltarão a se encontrar no tribunal improvisado. Ela vai sambar na pista e ele vai de galeria, na mais fina companhia, amargando a escolha da sucessora entre caras e bocas. Sugiro que sejam embaladas pela trilha emprestada de Quem te viu e quem te vê, do amigo compositor, em arranjo que mostre toda a alta ansiedade de Um pedaço de mim.

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