Afora Temer

Afora a troca no Palácio do Planalto, pouca coisa mudou desde maio, a começar pelas chantagens das corporações de servidores daqui e dali que buscam isonomia com as que conseguiram lá e acolá.
Renan continua mandando como nunca, a despeito da sua invejável coleção de processos, que mofam de forma privilegiada entre escaninhos supremos.
A judicialização da política marcha célere para levar o país à condição de paraíso dos advogados. 
As manifestações foratemer, com e sem jogo da velha, com e sem botox, seguem ocupando a polícia por causa dos bandidos infiltrados. 
Estufando as redes sociais, mártires de Facebook tentam criar um ambiente tão falso quanto o discurso petista, ora batizado de narrativa para melhor combinar com os roteiros dos documentários de ficção que preparam para os cineclubes universitários.
Entretanto, é inegável que duas coisas mudaram significativamente de lá pra cá: o Canecão voltou ao noticiário político cultural e, graças aos verdadeiros artistas do picadeiro fora-do-eixo, Cunha vê um clarão no fim do túnel cavado no Senado. 
Afora Temer, constitucionalista oriundo do PMDB da Câmara, presidente ainda decorativo após 3 meses, quem não sabia da trama engendrada pelos aliados de 2010/14? 
Se a lambança será revertida ou não, o próximo dia 12, marcado para a apreciação da cassação de Cunha já terá passado, e o precedente servirá para fatiar a punição do deputado. 
O parlamentar estará apto a manter seu foro privilegiado por meio de um destaque regimental que, como agora se soube pelo presidente do STF, encontra-se acima do que prega o texto constitucional.

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