O sarcasmo é nosso

A Coreia do Norte, mais uma vez, alcança as manchetes internacionais, para gáudio do PC do B e assemelhados. Ironia do destino, o explosivo e merecido destaque não se deveu ao comprovado poderio atômico, já mais do que testado e recriminado, mas por outro desafio nuclear, cujo núcleo é o sentido da palavra.

O herdeiro da dinastia republicana, Kim Ping Pong, notório amante da Disney, botou a boca no mundo ao invadir a semântica com todos os seus vis e tortuosos significados.

O herói espião que se excedeu na calórica dieta dos parques ianques dessa vez esqueceu o Mickey e seus amiguinhos para atacar as conotações da traiçoeira língua. Pyongyang foi taxativa: “mantenham suas bocas fechadas”.

Se já não bastassem os olhos – amendoados, que fique claro, para evitar que interpretações maldosas acerca de suposta cegueira coletiva imposta pelo líder inconteste atinja a presente mensagem –, os norte-coreanos foram advertidos de que expressões do quilate de “um tolo não pode ver o mundo exterior” serão tratadas visceralmente no interior do tolo.

As entrelinhas, mesmo as induzidas por linhas imaginárias, serão punidas com o rigor de críticas inaceitáveis ao regime. E não ao regime seguido pelo único gordinho do país totalitário, rico em Coca-Cola, abastado em batata chips, abundante em hot-dog e hambúrgueres, ketchup e mostarda, cujo gás é arma química própria da retaguarda, de discutível efeito moral.

No momento em que vemos uma candidata a prefeita pelo PC do B, creio que o assunto deve passar a ser debatido pelos cariocas. Talvez fosse  interessante ver a medida implantada por estas bandas tropicais, mas temo pelos surfistas, bravos meninos do Rio. O decreto da proibição, que se coaduna com o controle da mídia perseguido pela linha auxiliar do petismo, pode, uma vez mais, causar arrepio no Caetano. Procure saber.

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