Hoje é o último dia de Cunha no Congresso. Ou não.

Não me surpreenderia se o deputado afastado sacasse mais um coelho da cartola regimental. Ou extraísse das entranhas da mesa da Câmara ardente uma velha jurisprudência processual. Ou que arrumasse nos porões da Casa, perdido em um inciso terceiro, a isonomia para o adiamento da execução. Ainda cabe peitar e pleitear, especialidades do chefe.  

E tudo sob uma chuva torrencial de questões de ordem, de assustar lindinhos e narizinhos vizinhos, de paralisar garotinhos e graziotinas rebeladas; todo ambiente tomado por mandados de segurança com vistas a tudo e qualquer coisa pelo bendito foro privilegiado, de dar inveja ao ex-personal AGU privê de sua querida defenestrada.

Não me causará o menor espanto caso surja um fato novo que venha provocar a inviabilização da sessão das 19h, por começar ou já iniciada, mesmo com baterias de geradores a postos. Um curto-circuito não metafórico no painel eletrônico, por exemplo. Ou ainda uma pane geral no sistema de som, causada por tempestade perfeita, em plena temporada de seca, incluído o Palácio.

O que sei é que ele não vai embora assim, de mãos abanando. Não sem pedir a saideira e anunciar a conta que virá na delação. 

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