Desculpe o transtorno, preciso falar da Marcela

Eu a conheci em encontro de jaez jurídico e foi paixão à primeira instância, pelo menos da parte deste experimentado constitucionalista. Recatada e do lar, Marcela ia ao encontro de minha tendência de utilizar um palavreado barroco para consubstanciar a conquista. Logo compreendi que Marce-la-ia era a mesóclise natural com que sempre sonhara, oriundo de um verbo só meu, como a minha poesia. Entretanto, na primeira DR após a minha efetivação no Planalto, ao mencionar que arregimenta-la-ia para a causa social do governo, fui rechaçado em minha verve antiquada, que julgava fundamental ao relacionamento. "Você deve se comunicar melhor com os cidadãos, querido". "Mas como safar-me-ia da tarefa de empregar adequadamente os pronomes oblíquos? Onde deixa-los-ia?" "Fora, Temer."