A coreografia do poder entre febres e desmaios


O aplauso delirante do senhor Clinton na platéia da sua hilária Hillary, no início da corrida presidencial, retratou bem o que vem a ser a anistia entre casais que perdoam, capazes de suportar a hipocrisia da convivência pelo amor ao poder. Afinal, dividem a mesma mansão em Chappaqua, distrito vizinho de PleasantVille, em New Castle, às margens do SawMill River.

O mundo é mesmo um moinho na prazeirosa cidade aprazível de Castelo Novo.

Costuma-se dizer, na geopolítica discutida em botequins, que o mundo inteiro adoece quando os Estados Unidos pegam um resfriado.

O que dizer agora de uma candidata a presidência norte-americana acometida de pneumonia severa... Desde as comemorações da queda das torres gêmeas do WTC, no dia 11 de setembro, não se comenta senão outra tragédia: a de que Hillary estaria morta.

Desde que o canal da ABC News confirmou, em seu canal local de New York, os rumores da conspiração se espalharam como lenda na irrealidade digital.

Dead or alive, a sra. Clinton deverá fazer hoje ou amanhã a primeira aparição pública após o desmaio que gerou toda essa confusão. Resta saber se aparecerá vivíssima ou morta, como ectoplasma assustador do mundo virtual. Se seguirá em campanha como Tancredo Neves, o presidente brasileiro que não foi presidente, ou abrirá caminho para Donald Trump, que nunca antes foi eleito para nada, como a brasileira Dilma Rousseff.

Hillary ainda poderá ser substituída na reta final da campanha por Bernie Sanders, velhinho simpático adorado pelos jovens e judeu velhaco bastante para ser admirado pelos muçulmanos. O marido, o ex-presidente Clinton, pressentindo o fracasso democrata, recusou-se a fazer o papel.