Banco dos Réus 24 horas

21/09/2016

 

Depois de mandar e desmandar no Banco do Brasil, a ponto de montar um posto avançado do Planalto para despachar em um escritório da instituição em São Paulo; de se fazer acompanhar por sua Rose, a favorita que botava banca e regulava agências não bancárias; de se fingir de marido traído no escândalo que condenou o Banco Rural; de botar amigos no fogo do Banco Schain por causa de uma velha dívida do ABC; de operar milagres no Banco Espírito Santo de Portugal, o Nove Dedos chega, em plena greve dos bancários, ao Banco dos Réus da Lava-jato, em sua matriz de Curitiba.

Trata-se do verdadeiro banco 24 horas. Finalmente foi aberta a conta conjunta com a sua cara-metade, que há de buzinar por outras 12 horas diárias em seus ouvidos por causa do crédito imobiliário sem cobertura tripla do Edifício Solaris, portanto sem as garantias solares para o crescimento do laranjal em cartório.  

Em seu outro banco similar, localizado em Brasília, onde é alvo de tentativa de obstrução de justiça, o montante acumulado é, no fundo, garantidor de crédito das palavras do premiado Delcídio contra o réu e um jovem banqueiro.

Após esgotar as juras de inocência, mas não os juros das transações correntes, tudo leva a crer que seus advogados ficarão com a parte do leão, não necessariamente declaradas ao familiar felino do Imposto de Renda, cujas caninas mordidas parecem anestesiadas pelas entranhas do direito tributário.

Em vez de juros de mora por novas e velhas dívidas, que venham os juros de Moro. 

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