Frita no Mantega

O relaxamento da prisão de Mantega não tira a presidenta da frigideira, e muito menos poupa o comandante máximo de mais algumas flechadas no PowerPoint.

O aplicativo vem em versão atualizada por Eike, bravo exemplo desenvolvimentista de campeão nacional de favores do governo, por sinal (e mais 10 prestações sem juros) um dos patrocinadores de Lula, o Filho do Brasil, obra que não recebeu um só tostão de dinheiro público, só milhões das empreiteiras desinteressadas de sempre.

O alvará de soltura, recordista olímpico no trâmite de papel contra o relógio, de caráter humanitário, há de deixar a comandanta do pau mandado e relaxado em constrangida evidência. Isso porque o discurso petista de vitimização do ex-pseudoministro levará o mérito da 34ª fase da Lava-jato, batizada de Arquivo X, para o colo da chefa economista com especialização em macrodislexia fiscal.

A criatura é, em última análise, a principal responsável direta pelos desastres que arruinaram o país, apesar de se encontrar um degrau abaixo do criador. Trata-se de um prodígio – prodígia? - no gênero de cinematográfico fenômeno transcendental, o que explicaria a adesão de Caetano ao seu pós-governo itinerante. Ou não.  

Em meados de 2012, Mantega pediu a Eike dinheiro para pagar ao casal de marqueteiros de Dilma, razão da inspiração no seriado americano X Files, pois apenas a exploração de uma contabilidade paranormal, e não apenas criativa, explicaria a tardia terceirização das contas da campanha de 2010, talvez arquivos X Giles, na sequência alfabética.

Em troca, o bilionário empreendedor, já em franca decadência na Forbes, ganharia umas encomendas de plataformas para a Petrobras, empresa da qual o desacreditado cafetão de PIBs era o presidente do Conselho de Administração, não por acaso um cargo que herdou do coração valente.

Gostaria de ouvir a grande defensora da empresa, segundo petistas e assemelhados, na verdade cúmplices ou coniventes com o maior saque já perpetrado na história da humanidade.

Perdão, Jandira, mas a nossa garota de Ipanema está com a palavra, coisa que domina como poucos. Sim, confesso que ando com saudades de um improviso da golpeada. Quem sabe pinta outra ótima mandioca, dessa vez frita no Mantega à moda do Planalto? 

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