Numerologia de Eike

 

O dia era de todos os santos, 1/11; o ano, o da soma, 12.

A agenda oficial do então ministro Mantega, laranja da matriz macroeconômica de Dilma, que ainda chuparia tudo para se reeleger e nos condenar ao bagaço, comprova o depoimento espontâneo de um dos santos do dia, desejoso de mais uma relação republicana com padroeiros e protetores.

Buscando proteção para as empresas X, o esfarrapado bilionário foi buscar lã fabricada pela exclusiva grife BNDES. Se não saiu tosquiado, até por que a cobertura, inclusive a capilar, era sabidamente falsa, foi porque surgiu uma oportunidade de negócio com a Petrobras: parceria em vez de concorrência.

Animado com a nova perspectiva no mundo maravilhoso do petróleo, e dotado de louvável espírito democrático, o decadente empreendedor sacrificaria uma ovelha aos marqueteiros credores para salvar o rebanho, composto de X reses.

Só no gogó, além de uns trocados para uma velha dívida de campanha, o garganta logrou adaptar a famosa gargantilha da Luma ao laço da gravata do ministro.

Com as barbas de molho desde o início da Lava-jato, apenas a barba, pois a cola da peruca poderia ser dissolvida pela frágil versão com que contava, em que a coleira em pescoço guilhotinável tinha tudo para se tornar a sua própria tornozeleira, ou coisa pior, analisou o X da questão e concluiu que era hora de abrir o Arquivo X.

Incógnitas à parte, foi assim que, passados três anos e meio, Eike deu uma de Barusco, famoso delator que conheceu a Glória de nunca ter dormido na carceragem da PF, cujas instalações equivalem em conforto ao seu reformado Hotel Glória.

Sem se dar conta, dando apenas o número da conta do depósito efetuado no exterior, sem nenhuma burocracia, estava criada a sua nova empresa: a X9.

Se o dia em que tudo começou era de todos os santos, o dia seguinte, 2/11, que soma 13, azar de todos dos santos do pau oco, é o dia dos mortos.

 

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