A Formiga e o Elefante - uma útil abordagem eleitoral

 

Há uma piada da formiga e do elefante, não tão velha quanto a original, que trata da recusa do simples agradecimento feito pelo inseto – talvez inseta em nome da afirmação de gênero -, cujo conteúdo picante não vou reproduzir aqui.

Minha recusa não se dá pela idade também avançada da anedota, pois não trata de variação daquela que induz ao ato sexual não consentido, pela simples alusão à peça íntima trajada pela formiga, mas porque sua publicação, nos dias de hoje, pode constituir crime inafiançável de apologia à violência na relação a dois.

Vislumbro tal difusão passível de multa por maltrato aos animais e – em tempos de moralismo eleitoral - incentivo ao sexo bizarro antes do casamento.

O importante é que a protagonista da trama, tendo acolhido determinado membro paquidérmico, surpreendida por um ciumento semelhante, acolhe igualmente o argumento da criatura de sua espécie, estipulando, porém, em meia-hora o prazo para que o parceiro do malfeito biológico saia de cima de sua frágil constituição invertebrada.

O fundamental nessa parábola outrora permitida, de livre circulação, é que o inseto fixa como improrrogável um largo tempo para lascivo desfrute com o trombudo parceiro.

O fato é que Paulinho de Lula está de volta à cena política com a prisão do ministro da economia da jararaca e chefe da casa civil do coração valente. Depois do civilizado caseiro Francenildo, este não premiado, mas caluniado, o afilhado do suposto comandante máximo da propinocracia foi o primeiríssimo delator do Italiano, codinome utilizado pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht para encobrir seu operador preferencial no PT.

Palocci foi um dos precursores municipais do modo petista de governar que, além de poder eterno, procura Sombra e água fresca para a militância.  

Questionada sobre o seu apoio aos artífices do petrolão, Jandira declarou em recente entrevista exclusiva ao RJ TV que Dilma demitiu Paulinho de Lula do posto de diretor plenipotenciário de abastecimento da Petrobras. Sim, depois de 8 anos de bons serviços, de 2004 a 2012, em perfeita analogia à meia-hora de prazeres da formiga.

Querer fazer com que os eleitores entubem essa versão é dose pra elefante. 

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