A Trepadinha de Maricá

“Trepadinha? Quem não gosta?” – brincou o incorrigível inventor do Pedro Paulo sobre a gravação em que apareceu enaltecendo o aconchegante cantinho de amor de um apartamento localizado em conjunto habitacional erguido em programa da prefeitura.

“Vai trepar muito nesse quartinho..., trazer muito namorado pra cá!” – comentara à desconcertada moradora que, nessa ocasião, receberia as chaves de uma unidade do Morar Carioca, em vídeo campeão de audiência no período eleitoral.

Já na categoria áudio, ainda em pré-campanha, o legítimo herdeiro do PMDB fez história em sua ligação telefônica para o aclamado comandante máximo da propinocracia. Na oportunidade, além de hipotecar total solidariedade ao ex-presidente enrolado em Curitiba e Brasília e, de quebra, tecer loas ao governador coroado por guardanapos em Paris, f**deu gratuitamente com Maricá, tachando a cidade de merda, em caso raro de bullying municipal, Quaquaquá.  

Afinal, era apenas uma trepadinha telefônica, muito em voga em tempos de disque-sexo, em meio a uma série de sacanagens com os humores de seu pezão e sua parceira de fé.

Paes fala muito e ouve muito pouco, como deixou patente a gravação. Se tivesse escutado o ensurdecedor apelo dos correligionários, o Nervosinho da lista da Odebrecht não teria bancado o candidato à sucessão, líder de rejeição pela combinação do polêmico caso de agressão à ex-mulher com a exposição do PMDB no Petrolão, de Cunha a Cabral, de Machado a Renan.

Candidato dos sonhos de Crivella e Freixo, Paes bancou Pedro Paulo, espécie política de parceria público-privada, esta a verdadeira PPP, com todas as letras.

Ao apagar das luzes da campanha empacada, ao lembrar o sucesso e o legado das olimpíadas, e apelar ao voto útil em sua cria, o feitiço virou contra o feiticeiro. Isso porque o útil não pode ser unido a um agradável passeio no segundo turno, em função da rejeição recorde. E mais! Em tempos de vice chegando ao poder, sempre é bom lembrar que Cidinha é a sua companheira de chapa.

O PSOL é uma boa e aguerrida opção para o legislativo, como foi o PT no plano federal em seus enganosos primórdios, mas é bom que jamais saia da oposição para o executivo, sonho da criançada de seus professores em greve eterna. O Novo, do outro lado do espectro ideológico, ao que parece, também promete uma atuação respeitável na Câmara Municipal.

Sem entusiasmo, com todas as restrições, pela menor rejeição, desisti do voto nulo para ir de Osório, enquanto outros preferem o programa de Índio.

Falando em programa silvícola, como o fim de semana chuvoso deixou muito eleitor carioca com casa de veraneio em Maricá por aqui, é hora de seguir a recomendação do prefeito no aconchego da cabine eleitoral. Trepadinha nesse friozinho carioca? Quem não gosta?  

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