Inversão de valores

A Procuradoria Geral da República já procurou desculpas melhores para peitar o Executivo. Sem entrar no mérito da PEC 241, que institui o teto de gastos públicos pela inflação passada, a alegação de que ofende a independência e a autonomia dos poderes Legislativo e Judiciário deixa a desejar. Isso porque o Legislativo é que decidiria a questão, a ser discutida no maior jantar para parlamentares da história. E, principalmente, porque hoje, com a judicialização da política, é o Supremo que manda em tudo, inclusive se há ou houve "almoço grátis" no Alvorada.
Tudo, na verdade, gira em torno dos orçamentos dos poderes. 
Farinha pouca, cabe proibir o pirão dos outros no jantar, sobretudo o da população, que não aguenta mais sustentar os pançudos do serviço público, de todos os poderes.
Em nome da estrutura necessária ao combate à corrupção, a PGR parece lutar por outros valores, expressos em reais, apenas para aumentar privilégios corporativos. Tanto que o Superior Tribunal de Justiça já endossou a suposta inconstitucionalidade da matéria, a ser julgada pelo Supremo.
Imagino os comensais do Alvorada indiciados no Petrolão.
Seguindo a moda lançada pelo Colégio Pedro II, deixarão as calças por saias justas.

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