O banco que está ao seu lado

Volto à província depois de um rápido passeio editorial pela Praça dos Três Poderes, por sinal, desprovida de bancos tradicionais, que aliviam a carga nas costas, onde me bati contra o oportunismo corporativo patrocinado pela Procuradoria Geral da República, logo seguido por vozes do Judiciário.

Travestido de medida cautelar contra provável escassez de recursos para combater a corrupção, tema pra lá de popular, a alegada inconstitucionalidade da matéria busca, de fato, um salvo-conduto para estourar o teto previsto pela proposta de emenda constitucional que, de antemão, vincularia o limite orçamentário de cada poder à inflação passada.  

Trata-se de uma espécie de habeas corpus preventivo para perpetuar a gastança de quem está mandando como nunca, imposta prerrogativa da turma que está com a faca e o queijo na mão, mas que deseja tábuas sortidas de salvação, a serem saboreadas com processos de fermentação lenta, tudo para harmonizar com a privilegiada comilança de próceres de diversos matizes selecionados no Sul. Para financiar a degustação em sistema de boca livre, contam com o Banco dos Réus.

Pois aqui no Rio temos outros bancos prontos a levar as economias dos cariocas. Pelo lado religioso da disputa, os bancos das igrejas evangélicas seguirão financiando o populismo retrógrado, criacionismo eleitoral que evoluiu desde Garotinho e sua costela.

Já pelo perdulário estatismo laico, o insustentável banco estará no reino de São Salvador, no caso a praça da matriz do Banco Municipal de Desenvolvimento, boquinha típica do partido que gerou o PSOL.

Mesmo votando nulo até aqui, confesso que gostaria de ver o prefeito liderando seus subordinados bancários que, certamente, logo estarão em greve por melhores salários e condições de trabalho, fazendo coro aos professores, mestres no assunto.

O slogan do falido Banco Nacional soa perfeitamente nas atuais campanhas corporativas e eleitorais da Nação, com cacofonia.

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