Ética da Comissão - do delator ao relator sem intermediários

Alô, alô, deputados federais! Alô, alô, PSOL! Alô, alô, Chico Alencar, em quem votei, mas em quem não voltarei a votar após o explícito apoio à eleição de Dilma em 2014, com todo o evidente estelionato eleitoral. Por sinal, tal flagrante de adesismo gratuito foi a ocasião que marcou o retorno do partido ao corpo do PT, de onde tinha saído como costela sã após a confissão de Duda Mendonça na CPI dos Correios, esta mais conhecida como a Comissão Parlamentar de inquérito que desvendaria o Mensalão.

Muito bem, a semana que entra pode voltar a marcar a diferença entre os partidos, praticamente unidos desde então. E o motivo tem origem na denúncia do delator Zwi Skornick, que admite ter dado dinheiro para o deputado petista Luiz Sérgio, relator da CPI da Petrobras, em 2015, em tempos já quentes de Operação Lava-jato.

Para emprestar credibilidade ao depoimento, o engenheiro sopa de letrinhas comprometeu-se a devolver a bagatela de 23,8 milhões de dólares desviados da Petrobras, cerca de ¼ de Barusco, além de obras de arte de fazer inveja a Duque, o grande mecenas do Petrolão.

Zwi, também fonte pagadora do casal de marqueteiros Feira e Xepa, deverá ceder ao acervo do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, telas de Salvador Dalí, Cícero Dias, Carlos Vergara e Vik Muniz, entre outros artistas salvadores de lá, a instituição fora do eixo Rio-São Paulo que mais cresce no país, espécie de Inhotim de portas fechadas e instalações abertas às obras que estrelariam lavagens culturais de dinheiro.

 Nos últimos dias, saiu a sentença em primeira instância do ex-senador Gim Argello, condenado a 19 anos de cana, com teor alcoólico zero.

Ainda no terreno dos combustíveis misturados com álcool, o preço da gasolina caiu e a ação da empresa que vende o produto subiu. Parece coisa fora do eixo, mas é justo o contrário. Também é justo que, com as coisas entrando nos eixos, o PSOL de Freixo represente contra o deputado Luiz Sérgio, a exemplo do que fez contra Cunha, na companhia da Rede. Alô, alô, Molon! Você também merece participar.

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