O Vingador Solitário

 

Do alto de seus inúmeros afazeres, Renan nos ensina que nem sempre a pressa é inimiga da perfeição. O atropelamento da pauta do Congresso, em certos casos, mostra-se absolutamente necessário.

A celeridade do trâmite processual legislativo é plenamente justificável em determinadas matérias; tanto que a expressão “tirar o pai da forca” foi cunhada para ilustrar a extrema mobilização, resumida na correria desenfreada pela sagrada vida paterna, a ser ceifada pelas mãos do Estado.

Se, no caso, a presteza pela preservação de um pescoço não corre em nome do pai, mas do próprio velocista parlamentar, trata-se de mero detalhe. Legislar em causa própria? Jamais!

A seu favor, registre-se que seus inúmeros indiciamentos não costumam sequer andar, como pode ser comprovado pelo processo que se arrasta no Supremo por causa do sustento oblíquo de sua filha, talvez maior de idade pelo tempo de privilegiada paralisia jurídica.   

Portanto, é comovente testemunhar um homem solitário a serviço dos direitos dos concidadãos desprotegidos, sujeitos à mão pesada do estado. É inspiradora a atitude desse Zorro das Alagoas contra as autoridades policiais, do Ministério Público e do Judiciário que abusam do direito de interferirem na liberdade de ir e vir dos brasileiros de bem.

Como o nobre e privilegiado Don Diego de La Vega, Renan está protegido dos pés à raiz do mais fino representante do implante capilar, mas se bate pelos oprimidos. Tudo indica que ele tomará a diligência de Los Angeles para Curitiba assim que o sargento Garcia prender o Zorro.

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