Relembrando um antigo sucesso:

 

 

Amigo é pra essas coisas

A expressão que encabeça o artigo nada tem a ver com o velho sucesso da MPB, cantado em todos os finais de noites de violões alcoólicos dos anos 70/80, quando ainda não se impunha Raul. 

Por sinal, a música que empresta o nome ao título era solicitada pela roda cerca de 40 minutos antes de Andança, esta com segunda voz errante e não raro errada, andança proibida além do pátio do banho de sol na carceragem da PF. As coisas que virão no processo da Justiça que vem a cavalo baio, no alazão da noite de Curitiba, são pra amigo que se guarda do lado esquerdo do peito. No peito do desafinado EO. É lá que, segundo a planilha da construtora homônima, também bate um coração valente, de estudante sem aulas, de escola ocupada.

Fato é que o amigo de EO vai ter que segurar essa barra. Não vai dar pra continuar a afastar o cálice indefinidamente. O amigo há de entender que tudo foi feito para preservá-lo, agradá-lo, ajudá-lo, bajulá-lo, mas os tempos são de mesóclises e leniências. Tomar um Cabral para cristo não vai adiantar nessa vida ruim, onde a amizade já não basta, onde já não se brinca de passar o anel de repente, impunemente.

Com um ano ou mais na cadeia, faça o favor! A vida é um dilema. Pois é, justo o filho que rejeitava a delação não sairá sem ela. Arrumar o quarto do filho que já morreu numa grana com advogados é pau, é pedra, é o fim do caminho. Nem sempre vale a pena calcular o preço do apreço.

Aliás, é tudo que o seu amigo Renan quer saber, pois vive um pesadelo agora, de gente batendo no portão. 

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