De eleições e bruxas

No próximo domingo vamos ter eleições em segundo turno em várias cidades brasileiras. No Rio de Janeiro a questão está entre o radicalismo e a intolerância. Coitados dos cariocas. Aqui em Niterói a coisa ficou novamente entre Rodrigo Neves e Felipe Peixoto, ambos em partidos novos. Rodrigo deixou o PT e se transferiu de mala e cuia para o PV. Já Felipe largou o PDT e é o novo xodó do PSB de Romário. Às urnas senhores! Mas, estava eu a comentar com um amigo sobre como o brasileiro tem mania mesmo de copiar tudo que vem do exterior. E aí ele me pediu para falar sobre o malfadado “Dia das Bruxas”, que se comemora no próximo dia 31, ou como é mais conhecido pela garotada como o "Halloween". Seria cômico se não fosse trágico os nossos jovens e, infelizmente, alguns adultos colonizados, adotarem a prática importada. Para quem não sabe, a palavra "Hallowenn"; tem origem na Igreja Católica. Nasceu de uma corruptela do dia 1º de novembro, "Todo o Dia de Buracos"; ou "Todo o Dia de Santos", que é comemorado pelos católicos em honra dos santos. Mas, no século V depois de Cristo, na chamada Irlanda Céltica, o verão terminava em 31 de outubro e o feriado era Samhain, o Ano Novo Céltico. Alguns "bruxos"; acreditam que a origem do nome vem da palavra "hallowinas", que era o nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte, ou seja, a Escandinávia. O "Halloween"; marca o fim oficial do verão e o começo do ano novo, celebrando também o final da terceira e última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis. Era uma festa com vários nomes como Samhain - fim de verão -, Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol. Mas o que ficou mesmo até os dias de hoje foi o escocês "Halloween". Uma das várias lendas de origem celta conta que os espíritos de todos os que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser essa a única chance de vida após a morte, crendo mesmo que o mundo dos espíritos se misturasse com o dos vivos. Então, como ninguém queria ser possuído na noite de 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casas, para que elas ficassem frias e desagradáveis, vestiam fantasias e com muito barulho desfilavam em torno do bairro, destruindo quase tudo o que encontrassem pela frente, com a intenção de assustar os que procuravam corpos para possuir. Os romanos também adotaram práticas dos celtas, mas no 1º século depois de Cristo, eles as abandonaram. A chamada festa de "Halloween"; foi levada para os Estados Unidos da América no ano de 1840 por imigrantes irlandeses e é a partir daí que passa a se chamar o "Dia das Bruxas";. Na verdade, a festa de "Halloween"; equivale ao Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados foi absorvido pela Igreja Católica para apagar os vínculos pagãos, aliás, a origem da festa. Então, meus caros leitores, cultuem seus mortos com o respeito e a dignidade que todos merecem, olhando para o tal de "Halloween"; apenas como uma manifestação folclórica de uma época em que as crendices populares eram consideradas como verdadeiras e estavam bastante entranhadas no imaginário do povo da época na chamada Grã-Bretanha, mais precisamente nos de origem celta.

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