Soou muito mal a advertência verbal do sujeito das vacas gordas. Sujeito não mais oculto e muito menos indeterminado, só falta dar o nome aos bois. 

“A invasão da Alerj é um crime, uma afronta ao estado. Trata-se de um caso de polícia, não de política.”

As frases acima, ambas proferidas pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, carecem de alguns esclarecimentos. Na falta de uma nota ambulante ao povo fluminense, que pudesse acompanhar a revolta do deputado, seria bom que o presidente da Casa salientasse sobre qual polícia ele estava se referindo quando deu tal declaração.

Polícia Militar? Polícia Civil? Polícia Federal? Polícia Nacional? Polícia com o salário em dia? Sim, até porque a turma do PMDB do Rio está mais para depoimento coercitivo na presença de advogados do que para declarações intimidadoras por meio da imprensa.  

Já a população parece ter alergia à Assembleia. Empola com as descabidas mordomias; fecha a glote com a superlotação dos gabinetes; causa vermelhão a frota renovada; coça o bolso com os adicionais disso e daquilo. Dão ânsias de vômito as vantagens intermináveis; causa espasmos a desfaçatez com o contribuinte compulsório. Pinica a falta de corte na carne. Enfim, ardem os olhos dos que não são cúmplices. Estes guardam e resguardam a farinha pouca para o pirão privilegiado, servido em Paris ou na Côte d’Azur, com guardanapos na cabeça.  

- Sossegue, Excelência! A polícia não demorará a encontrar a prova Cabral e irrefutável de quem comandou a quadrilha que originou o crime de invasão da Alerj.

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