Telessassarico

 

Sassassaricando, todo mundo leva a vida no arame 

Sassassaricando, a viúva, o brotinho e a madame 

 

A coluna de José Casado publicada ontem no Globo, intitulada Segredos de Nelma, não guarda tantos segredos assim, pois casa muito bem com nome e sobrenome da laranja fictícia do governador, Nelma de Sá Saraca. Qual a razão do codinome japa-carioca?

Desde o telefonema de Paes a Lula, grampo que ganhou notoriedade com as famosas menções escatológicas a Maricá, bem como pelo conceito de pobreza do prefeito puxa-saco, todos sabem o que muitos já haviam comprovado. Citado como exemplo de bom humor, ficamos todos cientes de que Cabral é um gozador de primeira, imitador de mão cheia, e não só de dinheiro. 

A nipo-brasileira Nelma Kodama era um declarado sassarico de Youssef, pulada de cerca continuada e assumida, cúmplice que lavava pra fora. Fora do país. Sá é fruto do Estácio, bairro do fundador da cidade entre o Pão de Açúcar e o Cara de Cão. Cão chupando manga, o cara de pau saiu da Lapa pela Mem de Sá na mesma marcha rumo ao apelido do telessexo por meio do qual engendrava as sacanagens com toda a população fluminense. 

E por que Saraca, e não Sarico? Além de ficar muito à mostra, pela cacofonia explícita, exporia o pai de quem é homônimo, um dos responsáveis pela concepção, pesquisa e roteiro do musical “Sassaricando – e o Rio inventou a marchinha”. Caraca, daí surgiu o Saraca, que lembra o Maraca de encantos mil desde o PAN, passando pelos exigentes padrões FIFA e COI. 

Agora a viúva está na corda bamba, na dúvida se corta a boa-vida dos amantes ou aumenta o sofrimento do grande público presente ou apenas dos pagantes. O brotinho deve ter parado de receber joias de Mônaco e do Leblon, affaire que acabou em pizza. E madame, intestinos revirados pelo medo da boca de lobo, deve estar usando como nunca a privada privê com lava-jatos em três temperaturas (Curitiba, Zona Oeste e Papuda).  

Já a equilibrista Nelma está sem sombrinha pra suavizar o sol quadrado do pátio de Bangu, entre o perigoso sassarico e o maçarico primavera-verão, levando a vida no arame. Farpado e eletrificado. 

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