Consciência de quê?

“O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece.”

Ao iniciar o meu artigo com essa frase de Morgan Freeman, convido os meus caros leitores a uma reflexão: se faz necessário, mesmo, que dediquemos um feriado nacional para comemorarmos o Dia da Consciência Negra? Se faz necessário que comemoremos o Dia da Mulher? É racional se assistir a essa degradação das chamadas paradas gays espalhadas por todo o país? Sei que muitos vão me chamar de reacionário, homofóbico, racista etc. e tal.

Mas aqueles que me conhecem sabem quem eu sou. Nunca olhei para um negro, um branco, um mulato, cafuso, ou seja lá como devam ser denominados e os vi como tal. Não se deve olhar para uma mulher e vê-la como loura, negra, ruiva, morena, gorda, magra, ou seja lá como for. Só se deve ver ali o ser humano, aliás, como deve ser. Sei, é claro, já que não me considero incluído entre os imbecis de plantão, que as pessoas se acostumaram a ter esse olhar crítico sobre as outras. Sei, é claro, que é dessas diferenças que se fazem as piadas, as gozações entre uns e outros, inclusive o tal do bullying.

Mas ter que aturar essas comemorações estapafúrdias (e esse patrulhamento sócio-político-ideológico) que param o país, e essa ideologia do tal do “politicamente correto” É DOSE! 

Alguém aí se lembra em que momento se iniciou esse processo de lutas de raças e de classes sociais aqui no Brasil?

Claro que vivemos em um país de enormes desigualdades sociais e de discriminação racial. É claro que temos uma enorme dívida com nossos irmãos negros, em função da escravatura. Um país onde as elites dominantes nunca se preocuparam em diminuir essas desigualdades, com raríssimas exceções. Mas até então, éramos aquele povo cordial, aquele povo da Saara, no Centro do Rio; aquelas pessoas da 25 de Março, em São Paulo, onde se misturam árabes, judeus, chineses, italianos e de várias outras etnias, na mais perfeita harmonia entre raças, cores, ideologias e religiões.

Mas, de repente, alguns ideólogos antenados, alguns recalcados, alguns interessados no caos e jamais na união, começaram a disseminar entre as chamadas minorias(?), a luta de classes, a luta entre as raças, a luta de homossexuais e heteros, a luta entre homens e mulheres, e por aí vai...Se faz necessário, meus caros leitores, que façamos uma reflexão sobre isso. Uma data boa de comemoramos é a Proclamação da República brasileira, pois, no lugar de desunir ela veio para unir cada vez mais o país, mantendo essa enorme integridade territorial, essa união fraternal entre brasileiros, o que não aconteceu com os nossos irmãos da América espanhola, que entraram em guerras fratricidas e fragmentaram seus territórios.

E, como é Natal, nada melhor para iniciarmos as reconciliações e não a desunião.

“A questão entre brancos e negros não é dividir a praia, mas dividir o poder.”(Jesse Jackson).

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