A festa do Rei

Estava eu assistindo a um programa no Discovery Chanel quando me lembrei que, naquele horário, já deveria estar passando o Globo Repórter.

E, ao apertar o botãozinho do controle remoto, qual não foi a minha surpresa ao me deparar com o célebre programa de final de ano de Roberto Carlos.

Qual o segredo dele ainda ser um campeão de audiência, depois de mais de 50 anos de carreira?

Acredito que o sobrenatural de Almeida poderá nos explicar. Até porque, quando começou a carreira de cantor/compositor e foi criada a Jovem Guarda, havia uma disputa grande pelo gênero musical preferido do povo brasileiro.

Muitos preferiam a Tropicália, onde despontavam os Novos Baianos, Caetano, Gil, Gal, Betânia.

Outros idolatravam os queridinhos da Bossa Nova e da MPB, como Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Toquinho, Milton Nascimento etc. etc.

Mas, assim como Pelé, Roberto Carlos foi intitulado de Rei. E todos, ao longo do tempo, o vem reverenciando como tal.

Ontem, mais uma vez, comandou o espetáculo na Rede Globo.

Lá estavam Caetano e Gil, Marisa Monte, Zeca Pagodinho, vestidos de azul e branco, cantando ao lado do Rei e se declarando privilegiados por estarem ali naquele momento.

Essa é a magia, esse é o segredo.

Como tudo na vida passa, em algum momento da nossa vida vamos ter que nos despedir dos Reis Roberto Carlos e Pelé, mas não diremos aquela célebre frase dos ingleses: “o Rei morreu, viva o Rei,” até porque os dois são insubstituíveis, não haverá mais o Rei na música nem o Rei no futebol.

Triste realidade. Só tenho a agradecer os momentos agradáveis que o Rei, sempre me proporcionou, quando vejo o programa de fim de ano da Globo, seus DVDs, ou ouço seus CDs e vejo passar diante dos olhos, através de seus versos, grande parte da minha vida.

Please reload