Memórias carnavalescas

A foto é do baile juvenil do Petropolitano no início dos anos 60, esse menino e locutor que vos fala, adorava o Carnaval, naquela época, mais pela fantasia do que pelo evento em si, apesar de já ser um apaixonado pelas marchinhas que nos arrebatavam. De qualquer modo, somente no final daqueles anos, me deslumbrei com as possibilidades eróticas do entrudo. No Carnaval de 69 (sem segundas intenções faz favor!) eu mantinha um relacionamento sério, que é que se diz hoje, com uma graça de menina. Mas de qualquer modo, em respeito as liberdades sexuais então nos sendo apresentadas, combinei com ela, que "Esse ano não vai ser igual aquele que passou. Eu não brinquei e você também não brincou..."
Nos demos liberdade para cada um curtir seu Carnaval. E viva a mudernidade!
Eu fui para o Baile de Máscara do Velho é sempre ótimo Petro. Minha namorada, se mandou para Terezópolis e foi desfilar sua graça e charme no Higino.
Os bailes começavam pontualmente às 23h. Antes da meia noite, senti que o que queria mesmo era a minha namorada. Pego o fusquinha e me enfio nas curvas da Serra até Terê. Pago uma nota preta para adentrar ao salão do clube. Coração na boca, procurando minha menina e a vejo abraçada com um primo! Trocarmos olhares de surpresa e cumplicidade e ficamos juntos.
Até hoje! 48 anos depois.
Bom Carnaval a todos

 

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