Adriana unplugged remasterizada

Não é fácil a vida de uma detenta domiciliar de posses, em cujas instalações wireless e a cabo a polícia possa fazer um estrago federal, desarrumando tudo. Os invasores chegam a mexer nas joias de família, famílias Bernardo e Stern.

Ainda mais uma presidiária preventiva que não confia no enteado e muito menos no marido galinha, fiel apenas ao dinheiro gordo que ela, sua riqueza, como uma Amélia do século 21, sabia lavar e passar pra fora.

Agora que descobriram que o filhinho querido não tinha hora pra visitar o papaizinho, a reclusa VIP já viu que vai sobrar pra ela. Não é que os homens sejam todos iguais, pois alguns têm foro privilegiado, mas ela não engole aquela carinha de primeiro herdeiro, como essa merda aqui fosse um condado na Inglaterra vitoriana. De lá, já basta a escola britânica dos anjinhos, reabilitados – justiça seja feita! – por liminar na terceira instância. Uma vantagem dessa masmorra no Leblon é que um falso cara da NET não pode ir à sua casa pra aplicar um golpe, coisa de gentinha que não tem onde cair morta, como uma porrada de colegas que ela conheceu ultimamente. Outra é que as operadoras de telefonia celular e móvel não podem ligar para oferecer as promoções das últimas horas. Paz.

Mas a maior vantagem é a privada polonesa, dotada de automática regulagem térmica na tampa acolchoada, bem como chuveirinho Lava-jato em três temperaturas. Se ficar sem assistência técnica online, foda-se, ainda assim será muito melhor do que o boi analógico de Bangu.

Graças aos seus advogados, ainda há justiça nesse país.

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