Mulheres do século XX

Uma mulher divorciada na casa dos 50 anos, na pequena cidade de Santa Barbara nos anos setenta, é submetida a uma série de desafios comportamentais que vieram no bojo da revolução de costumes que marcaram essa década.
O filme “Mulheres do século XX” mostra a experiência de 5 personagens tentando  decifrar os códigos dessa nova onda, causando toda a sorte de conflitos e questionamentos que daí surgiram.
Dorothea (Annette Bening) é uma mãe de meia idade, que luta sozinha para sustentar um filho adolescente, fruto de uma gestação tardia, já na casa dos 40.

Jamie, o filho, é um jovem entediado, que se apaixona por uma garota recheada de incertezas, e tem como companheira uma outra jovem, Abbie, que aluga um quarto em sua casa. Abbie tem câncer e, embora seu tratamento evolua positivamente, ela se vê movida a um forte impulso de romper com a velha moral, mostrando ao mesmo tempo uma ingenuidade ao fazê-lo.

Uma época em que a música, com suas bandas estridentes, vem subverter o protocolo vigente, trazendo as drogas, os hippies, o sexo livre, e tudo acontecendo num cenário tenso na sombra da guerra fria e da guerra do Vietnã, que roubou milhares de vidas por coisa nenhuma.
No meio de tudo isso há uma família tentando sobreviver e, mais que isso, tentando se adaptar, com a naturalidade que conseguiam extrair de toda aquela estranheza, às mudanças que se tornavam cada vez mais surpreendentes e desafiantes.

O diretor Mike Mills tira bom proveito desse mosaico, utilizando uma linguagem muitas vezes documental, ao mesmo tempo que usa o recurso de um narrador (o menino), para costurar a história. Annette Bening é uma ótima atriz e passa de forma convincente a perplexidade de seu personagem. Greta Gerwig (a eterna Frances Ha) está perfeita na pele da jovem querendo experimentar o novo.
No conjunto, o filme entrega um despretensioso painel de uma época de rebeldia e de grandes transformações.

Vale conferir.

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