ABC da Mitologia aplicada ao sítio de Atibaia

 

A mais recente denúncia apresentada contra Lula em Curitiba, o recebimento de benesses no sítio de Atibaia, outra contundente prova da sistemática perseguição ao grande líder popular segundo o Instituto homônimo, carece de fundamento histórico de acordo com os seus mais fiéis e conceituados seguidores. 

Representantes máximos do conhecimento erudito do país, esses heróis da resistência democrática, forjados nas trincheiras das greves da Academia, foram buscar na cultura helênica as bases da defesa do Zeus do ABC. 

Adentrando a seara da mitologia grega, que sabidamente viria a iluminar o Latim e seus luminares do Direito, língua morta de nossa viva constituição, a propriedade do sítio remete à história de Anfitrião, disponível na Wikipedia para quem não quiser se aprofundar na matéria. 

Como sempre, tudo rolou por causa da mulher do próximo, item sempre apagado dos dez mandamentos. Não confundir com a esposa de Proximus, o Cabral da mitologia baiana, essa a Adriana, mãe amantíssima do caçula. Ou seja, já estava nas escrituras, inclusive a de promessa de compra e venda aos laranjas. 

Anfitrião era marido de Alcmena. Nada a ver com Alckmin, apesar de o nosso caso ser passado no interior de São Paulo. Enquanto Anfitrião estava ralando na guerra de Tebas, mais ou menos a distância entre Atibaia e Guarujá do Mar Egeu, Zeus tomou a sua forma para deitar-se com a gostosa do pedaço. 

O mui Amigo ainda fez com que seu filho, conhecido como Zeuzinho, tomasse a forma de Sósia, escravo do Anfitrião, pra ficar de sentinela no portão. Quando o pobre corno voltou de Tebas e encontrou a mulher grávida de 4 meses, enjoando com vinho, azeitona e leite de cabra, coçou a cabeça e desconfiou de que algo estava errado. 

Armado o fuzuê, quando a Lei Helena da Penha estava prestes a ser acionada contra a violência doméstica, tudo foi esclarecido por Zeus. O número 1 queria que Anfitrião fosse pai de um semideus, com foro privilegiado no Olimpo. 

Contente pelo privilégio de ter sido o escolhido para carregar os valiosos chifres divinos, batizou com o próprio nome o sentido do termo “aquele que recebe em casa”, enquanto Sósia se tornou o cara que é exatamente os cornos de outro. 

O única problema da transposição da cultura helênica para Curitiba foi que, no caso do Zeus do ABC, o Anfitrião nunca mais comeu a mulher, enquanto o guloso se esbaldava com Baco, Dionísio e a patroa, na cozinha e no pedalinho. Abre o olho, Okamoto!

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