A J&F, controladora da JBS, fechou o acordo de leniência que constava do perdão oficial oferecido pela PGR e confirmado pelo relator da Lava-jato. A holding vai ter de pagar R$ 10,3 bilhões, em 25 anos, a algumas instituições lesadas, entre as quais o BNDES e os fundos de pensão Petros e Funcef.

Imediatamente, as ações da JBS subiram 9%, mostrando que a penitência equivaleria, em termos de uma negociação mais católica, sem indulgências, a dois pai-nossos e três ave-marias, por aí.

Enquanto os pensionistas e mantenedores dos fundos de pensão terão suas contribuições aumentadas e aposentadorias reduzidas até a eternidade, os criminosos continuarão a ostentar os produtos de seus pecados capitais pelo mundo afora, em viagens de jatinhos ou iates.

Não duvido que, passada a comoção inicial, uma vez tirados do radar da imprensa, os Free Boys voltem a Goiás por cima da carne seca, para discretas confraternizações com churrascos Friboi. Para tanto, devem embarcar e desembarcar em uma pista de pouso moderna, tomando o exemplo do Mineirinho da Odebrecht, cuja carne fraca eles souberam assar na brasa.

Afinal de contas, eles não tardarão a fazer o mesmo nos States, onde a fortuna acumulada os habilita a outro vantajoso acordo, além do passaporte ianque.

Se a Lava-jato deixa ruborizados os produtores de House of Cards, os sertanejos universitários e nossos procuradores hão de deixar os protagonistas da série Billions no chinelo. Ou nas relançadas Havaianas, aquelas que se soltam dos tiras

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