Nunca mais sonhei com você, Harry

13/06/2017

Mas hoje, dia dos namorados, ao receber suas lindas e doces palavras, as lembranças do nosso amor voltaram como um vendaval, e me deixei levar em devaneios e muitas saudades. Fiquei em êxtase, mas também amedrontada! Até hoje não sei porque nos afastamos... fui eu, foi você, ou nós dois? Seu cheiro continuou impregnado em mim durante muito tempo, parecia uma tatuagem, até que se transformou em uma suave e leve brisa que às vezes soprava perto de mim.  Foi uma perda e tanto: do amigo, e do amor.  

Não somos mais os mesmos, Harry. Mas já tive a certeza de que fomos feitos um para o outro. Quanto tempo se passou desde a última vez que nos vimos? Você usava barba, pelos longos e avermelhados, cabelos no ombro: um viking, o meu viking! Parecia o personagem de um livro de Morris West que li na adolescência e adorei: O Verão do Lobo Vermelho. Você era o meu Lobo Vermelho. O meu Harry. E eu, a sua Sally. De pele clara e cabelos escuros, sempre desarrumados, e vestidinhos pretos.

A pele continua branquinha, Harry. Mas há muito meu corpo de sereia se avolumou nos quadris... Gosto de nadar no mar, às vezes penso que estou à procura de pedaços de mim mesma, trazidos talvez pelas correntes geladas de lugares distantes. E hoje você me trouxe um pouco disto, da Sally que eu fui, romântica e apaixonada. Nós parecíamos invencíveis!

Acho que vou mudar a primeira frase, lá em cima: devo estar sonhando, sim. Com você, conosco, nossos planos e desejos. Harry e Sally, feitos um para o outro? Até hoje não tenho a resposta.

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