Acidentes acontecem

15/12/2016

Na madrugada do dia 29 de novembro ocorreu o acidente aéreo que vitimou com morte mais de 70 jogadores e jornalistas que faziam parte da comitiva e cobertura do time da da Chapecoense.

Lamentável, poderia ter sido evitado, mas não foi.

Infelizmente, acidentes acontecem

Meu respeito a todos os familiares e amigos desses que se foram tragicamente, mas a quem interessa manter viva a chama de comoção?

Na nossa história recente tivemos acidentes igualmente trágicos, por exemplo: Em 31/12/1988 morreram 55 pessoas no naufrágio do Bateau Mouche; 18 alunos morrem em acidente do ônibus que capotou na rodovia Mogi-Bertioga; temos também o vôo 402 da TAM onde tiveram 199 óbitos. E por ai vai.

Nenhum desses acidentes tiveram tamanha mobilização e as ações de indenizações já empoeiradas ficam esquecidas nas prateleiras do ineficiente Judiciário. 

Somente neste ano de 2016, em curso, já tivemos, somente no estado do Rio, mais de 106 policiais assassinados. 

Houveram bandeiras a meio mastro? Medalhas honrosas? Discursos e eventos de respeito e gratidão? NÃO!

O luto cabe a cada um na sua proporção de amor e sentimentos.

Repito: a quem interessa tamanha promoção do triste acidente?

Na calada da noite, em meio ao choque do evento, a Câmara se reúne para enganar o país.

Não é esse o motivo de luto?

O Brasil está acabando.

Temos que nos conscientizar que o Brasil que conhecíamos e amamos não existe mais.

É hora de mudança. Seja com manifestações sem bandeiras, salvo a verde-amarela, seja com intervenção.

Temos que parar de cantar a música do REM: ”Is The End Of The World As We Know, And I Feel Fine.”

Não é hora de conformismo. É hora de dar um BASTA!

Não estou fazendo apologia a luta armada, mas temos de exigir MUDANÇAS REAIS.

No caso do acidente aéreo, estes estão sendo tratados como heróis. Mas o que faziam além do espetáculo de um lindo futebol? Que benefícios reais traziam à sociedade?

Vejo como heróis os professores, policiais, bombeiros, lixeiros, médicos que dedicam suas vidas em busca de um mundo melhor para o coletivo.

Enfrentam na sua labuta condições precárias de trabalho, ausência de ferramenta adequada para o ofício, remunerações vergonhosas e ainda assim, NÃO ABANDONAM O SEU IDEAL.

Desses ai que apontei, nenhum ganha mais que 5 mil reais por mês. Alguns desses sai de casa todos os dias, se despedem de suas famílias como se fosse o último adeus.

Imagine ir trabalhar com a certeza de que irá de deparar com uma bala com seu nome? Que você está fazendo seu melhor para salvar a vida de um meliante baleado e tem seus comparsas na porta do hospital prontos para invadi-lo tão logo esteja estabilizado.

Quem são os verdadeiros heróis e merecedores de honrarias?

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