Jantar Republicano

Joesley Safadão afirmou em suas divertidas audiências com o Ministério Público, resumidas à Revista Época, que só teve conversas republicanas com Lula.
Como acredito piamente no regenerado Free boy, absolvido com louvor que foi pelo PGR, e a seguir redimido pelo relator da Lava-jato, concluo que o jantar que reuniu Cunha e Lula na casa do sertanejo universitário foi republicano. 
Portanto, se não contou com fidalgos chefes de quadrilhas da nobreza, houve um chef responsável pelo cardápio. E, naturalmente, um mordomo.
A receita federal da cozinha não permitiu a entrada de produtos Império, da concorrência. Ou qualquer ingrediente de origem monárquica, como pimenta do reino.
Com a garantia da dupla Tony Ramos e Fátima Bernardes, ainda na Seara alimentícia, o jantar da ilha fiscal de Dilma há de ficar na história como a grande conspiração golpista, onde foram abordados os seguintes temas: vento estocado, saudação da mandioca, dia da criança e do cachorro, além dos tradicionais assuntos de macho: futebol, mulher e cachaça.
Como tudo de interesse corporativo da JBS era transmitido ao Laticínio pós-Itália, adquirido pelo gigantesco grupo empresarial, e face ao acima exposto, quero crer que Guido era o mordomo e, portanto, o culpado pela fria paralisação do coração valente, parada cardíaca engendrada entre estocadas em sangrentas carnes vermelhas.
Quanto à presença de Lula na refeição golpista solicitada pelo próprio, o Instituto homônimo garante ter sido confusão de Okamoto, que entendeu Cunha em vez da evidente abreviação de cunhado.
Na verdade, Lula manifestou a vontade de comer um churrasco com um campeão nacional, então o seu Curíntia, e não com o favorito da Corte republicana.

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