FRANTZ

A produção franco-alemã dirigida por François Ozon reedita um belo filme de 1932 dirigido por Ernst Lubitsch chamado “Não matarás” (Broken Lullaby). Lubitsch, morto há 70 anos, foi um cineasta que se notabilizou pelas comédias sofisticadas, com um estilo cheio de humor que inspirou Billy Wilder, entre outros. “Broken Lullaby“ assim como “Frantz” são, na verdade, dramas românticos.

Ambientado na ressaca deixada pelo final na primeira guerra, FRANTZ fala da inutilidade da guerra na visão de um jovem que mata por impulso alguém que o estabilishment o obrigou a considerá-lo como inimigo. É um filme sobretudo sobre a culpa manifesta, aquela que provoca uma inquietação, uma dilacerante cicatriz na alma. O drama é contado com delicadeza por François Ozon, bastante apoiado na magnífica fotografia em preto e branco e no figurino impecável de época que chega a lembrar os clássicos de William Wyler. Contou também com o extraordinário trabalho da atriz Paula Beer, no seu primeiro trabalho importante nas telas.

Pierre Niney, o protagonista masculino no papel do ex-soldado francês não consegue alcançar o nível dramático de sua partner.

Longe de ser uma obra-prima, Ozon faz um filme comportado sem as ousadias de “Uma nova amiga” e “Dentro de casa”, mostrando sua versatilidade para transitar entre os gêneros.

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