O papel do PT na América Latina

Por uma questão de tempo, uma vez que as chapas para as eleições de 2018 deverão ser apresentadas em pouco menos de 1 ano, o PT deveria pensar duas vezes antes de promover manifestações em favor da ditadura militar e paramilitar venezuelana, que busca uma constituinte camarada para camuflar o regime de força.

O ato é arriscado, principalmente depois que a ex-companheira de sacanagens, Odebrecht, resolveu botar a boca no mundo. Ou parte desse mundo, onde imperam as narrativas próprias do realismo fantástico, destino dos atuais desdobramentos da Lava-jato na América Latina.

Curiosamente, a pronúncia da operação brasileira nesse mundão de bananas e bananosas é Lava Rato. Portanto, após a homologação do divórcio litigioso com a empreiteira campeã nacional, que parte para a conquista da sua particular Libertadores, disputada atrás das grades, todo cuidado é pouco.

Se bem que o judiciário de lá foi totalmente dominado a tempo, mostrando com a nitidez que a distância nos proporciona, quais eram as reais intenções do PT ao tomar o poder com paz e amor e lá tentar permanecer a qualquer custo, uma vez estabelecido com compra de votos, armas, bagagens e togas, à moda venezuelana.   

Depois das últimas manifestações de Narizinho, cujas reinações foram levadas adiante em outros reinos similares, a conduta petista está passando dos limites. Isso se o partido desejar desempenhar o costumeiro retorno cínico ao eleitorado basicamente apolítico, que responde preferencialmente à ideologia do bolso, e não ao “bolso naro” que é o sonho de consumo para ser o rival de Lula. É o podre defendendo o Maduro, questão de tempo para que o roto se torne esfarrapado.  

O papel do PT na América Latina tenta ser, até aqui, higiênico, ao tentar limpar as monstruosas cagadas bolivarianas, ao custo de muita propaganda para os convertidos, com destaques para as incansáveis assessorias de imprensa dos movimentos sociais e para os meios de comunicação companheiros que ainda sobrevivem. Ou essa América, onde o PT nada de braçada, seria Latrina? 

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