Marcha a ré


Senadora Gleisi, da internet

A Polícia Federal engatou a marcha da presidenta do PT rumo ao Supremo. Como bem sabe o seu aliado Renan, experiente colega que é alvo de sucessivas denúncias nessa estranha Corte, estrela de processos que já alcançaram os dois dígitos no cume do judiciário, não é nada que assuste.

Mas isso enquanto houver um privilegiado foro por fora agindo como anteparo, o que pode acabar para o modelo local da defensora de Maduro, dependendo das eleições do ano que vem, já que o senador alagoano não pode concorrer ao cargo de deputado por causa da tentativa de reeleição do filho, o legítimo sucessor dessa incipiente oligarquia nordestina que ainda se inspira em Sarney para dominar o estado; mas que não quer perdê-lo mais tarde, mesmo em uma distante perspectiva, à moda maranhense.

Por outro lado, mais ao norte, a Venezuela invade o Brasil não apenas pela Roraima dos desesperados refugiados, mas, sobretudo, pelos programas jornalísticos de tevê e por meio das redes sociais. Dessa forma, caberá ao povo paranaense não eleger Gleisi deputada, pois ela sabe que não poderá arriscar uma vaga no Senado sem petrolão e marqueteiros contratados para lhe reservarem a sonhada cadeira da reeleição.

Para agravar a sua situação perante os incertos tribunais do futuro, Janopt, com a última sílaba fechada e o PT mudo, fingindo com suas envenenadas flechas unidirecionais que o partido que organizou e liderou os corruptos sumiu dos processos conduzidos pela Procuradoria Geral da República, está de saída da casa.

Assim, Narizinho tem pouco mais de um mês de conforto, ou mesmo a garantia de que os codinomes “Amante” e “Coxa”, ambos extraídos da homologada planilha da Odebrecht, sejam levados nas ditas cujas. E nós, brasileiros, teremos ainda outros 12 para mostrar aos petistas mais cegos do Paraná que a Venezuela já vive imersa em uma ditadura militar e paramilitar, regime bem ao gosto dos ex-ministros dos bolivarianos Lula e Dilma.

Uma vez derrotada nas urnas, perdido o faro do foro privilegiado, e mantido apenas o homônimo de São Paulo, o casal de investigados não terá para onde correr, o que proporcionaria a retomada da carreira prisional do marido enganado, ao tempo que iniciaria a marcha da ré ao sistema carcerário.

O momento já está maduro, portanto, para a solicitação de asilo político ao companheiro Maduro. Para disfarçar a evasão, seria a hora de, na fronteira, Gleisi fingir apoio aos refugiados para engatar a marcha à ré.

#Gleise #Venezuela