Grandes merdas

Lula se apresentou em Feira de Santana como um galo de briga. Além de estar se adiantando à campanha eleitoral, primeiro a levantar a crista e cacarejar com o intuito de acordar os competidores para a disputa, sabe que pode contar com a justiça absolutamente cega e inútil do tribunal superior correspondente.

A instituição, hoje conhecida como a mais alta corte carimbadora de caixa 2, egrégia lavadora de propinas, para nada mais serve. A não ser, naturalmente, como exemplar cabide de empregos, destinado a, como muitos outros, drenar recursos dos impostos de forma esdrúxula e legal. Tudo para que seus componentes possam “não estar nem aí” para quem lhes paga os salários extorsivos e estratosféricos, bem como cagar solenemente para as reclamações acerca das nababescas vantagens superiores ao suposto teto.

A evidência de sua dispendiosa nulidade foi recentemente demonstrada no caso da chapa quente confirmada por 4 x 3 com voto de minerva, líquido e certo a favor do estelionato eleitoral companheiro, estendido de forma benevolente e subserviente ao desastrado vice empossado.

A cidade escolhida para iniciar a caravana do multirréu pelo nordeste foi sugestiva. É a terra do Feira, marido da Xepa, seu delator na Lava-jato, razão pela qual o eterno candidato proferiu as seguintes palavras de esperança ao povo baiano: “Este país tem jeito. Não nasceu para ser a merda que ele é. Este país é grande demais.”

Portanto, a mensagem que fica do enfezado profissional das urnas, e pela qual o palanqueiro deve ser cobrado, é que o Brasil é uma merda grande demais, aquela que não desce a não ser de patamar e na qualidade dos serviços públicos.

Talvez travada no Mercosul, merda do cone sul onde encalhou, ou quiçá inspirada pelos ares irrespiráveis que sopram da fronteira norte, onde o grande excremento mandou as campeãs nacionais investirem o nosso dinheiro, o país parou com as prisões não só de ventre, hoje soltas por recorrentes laxantes jurídicos.

Não por acaso falta papel higiênico por lá. Decerto também faltaria aqui, se a evacuada excrementa, sem dúvida a maior merda já perpetrada pelo cagalhão do ABC, tivesse conseguido dobrar a meta bolivariana, inexistente pela própria natureza.

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