A cultura que era boa durou pouco

Inaugurada em 29 de março de 2014, a Biblioteca Parque Estadual, principal unidade do novo programa de bibliotecas do Estado do Rio de Janeiro, teve vida curta.
Reformada durante seis anos, desde março de 2008, visava oferecer à população um novo modelo de serviço público baseado na Bibliothèque Publique d’Information, de Paris. A nova biblioteca foi projetada para ser um polo de atividades culturais, informação e lazer, acessível a todos, sem restrição de idade, região de domicílio ou nível escolar. O projeto se caracterizava por oferecer espaços amplos e funcionais, nos quais o acesso a informação podia ser feito nas mais diversas linguagens: livros, vídeos, músicas, teatro e artes. O programa contemplava mais três unidades: Manguinhos e Rocinha na cidade do Rio de Janeiro e a Biblioteca Parque de Niterói.
Tudo parecia bom demais. Quando a população se rejubilava com as qualidades do serviço cultural, veio a realidade: em dezembro de 2016 a crise financeira do Estado atingiu o símbolo maior da cultura e a rede de bibliotecas parque foi fechada.
Seis meses depois, em junho de 2017, mediante convênio com a Secretaria de Cultura do município, a Biblioteca Parque de Niterói foi reaberta. Até a presente data não há previsão para reabertura das unidades situadas no município do Rio de Janeiro.

 

Foto: Francisco

Biblioteca Parque da Avenida Presidente Vargas, Centro, Rio de Janeiro

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